A vindima de 2024 não foi apenas mais um ano de colheita. Foi o momento em que tudo começou.
O Primeiro Corte
Setembro chegou com os dias ainda quentes e as noites cada vez mais frescas — a amplitude térmica ideal que tanto procuramos no Alvarinho de altitude. Em Melgaço, as vinhas da encosta acordaram cedo nesse ano. A maturação foi lenta, paciente, como gostamos: sem pressas, deixando que a acidez e os aromas se desenvolvessem ao seu próprio ritmo.
Manuel chegou de Lisboa com os olhos atentos de quem cresceu entre vinhas mas que, nesta visita, olhava para elas de forma diferente — já não como filho, mas como enólogo com projeto próprio.
Dois Terroirs, Uma Visão
Em Requião, o cenário era diferente. O Alvarinho marítimo tinha um carácter mais redondo, influenciado pela proximidade do Atlântico e pelos solos graníticos com maior teor de argila. Ali, Luís já conhecia cada cepa pelo nome. Trinta anos de vindimas deixam marcas.
A ideia sempre foi esta: mostrar que o Alvarinho não é um. É múltiplo. E que entre o mar e a montanha existe um mundo inteiro de expressões.
O Que Guardámos desta Colheita
A 2024 deu-nos o Almanua, o Almanua F e o Guri — os primeiros filhos deste projeto. Vinhos que já trazem a identidade do terroir marítimo de Requião, com aquela salinidade e estrutura que tanto nos entusiasma.
Do lado da montanha, os alvarinhos de Melgaço ainda estavam em processo. O Gerações seria o próximo capítulo.
A Vinevinu nasce da crença de que o lugar faz o vinho. E que o melhor está sempre por vir.